20 de jun. de 2012

TANCHAGEM - ( Plantago major L. )


TANCHAGEM- Plantago major

NOME CIENTÍFICO: Plantago major L.

NOME POPULAR: Tanchagem, tanchagem-maior, cinco-nervos, sete-nervos, erva-de-orelha, great plantain (inglês),  planten mayor (espanhol), grand plantain (francês),  piantaggine maggiore (italiano).

Nota: Seu nome popular é encontrado escrito de diversas formas, tais como: tansagem, transage, plantagem, tranchás.

SINONÍMIA: Plantago borysthenica, Plantago dregeana, Plantago latifólia, Plantago officinarum, Plantagini majoris.

FAMÍLIA: Plantaginaceae.

CICLO DE VIDA: Perene, mas perde o vigor inicial, sendo cultivada como anual.

ORIGEM: Europa e norte central da Ásia.

PORTE: Até 65 cm de altura.

FOLHAS: De formato ovalado, normalmente medindo de 5 a 20 cm de comprimento, tem de 5 a 9 nervuras bem visíveis.

TANCHAGEM- Plantago major - Detalhe da folha e espiga floral
TANCHAGEM- Plantago major - Detalhe da folha página (face) inferior, com 5 nervuras

FLORES: Produz uma inflorescência linear-cilíndrica, com 1 até 30 por planta, chegando a medir até 20 cm, composto por pequenas flores.

Ilustração da flor
FRUTOS: De coloração marrom, é uma cápsula globosa ou elipsoide, que mede de 2 a 5 mm de comprimento, com sementes com em média 1 mm de comprimento.

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Apesar de resistir bem a seca, prefere solos ligeiramente úmidos, mas não encharcados. Regar 2 vezes por semana, com moderação.

CLIMA: Prefere clima temperado.

PODA: Não necessária, mas deve ser feita a renovação dos canteiros para sempre ter plantas mais vigorosas.

CULTIVO: Bastante rústica, não é exigente em relação a solo, mas prospera melhor nos ricos em matéria orgânica.

Nota: É considerada uma erva daninha, pois o vento se encarrega de sua polinização e dispersão de sementes, que também são feitas, de forma involuntária por animais e pelo próprio homem.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio incorpore no solo, composto orgânico ou um pouco de esterco animal bem curtido.

UTILIZAÇÃO: Cultivada como planta medicinal, mas hoje existe cultivares com folhas roxas e ‘variegata’ que são utilizadas como ornamentais.

PROPAGAÇÃO: Por sementes, de forma bastante fácil.

PLANTA MEDICINAL: O suco de suas folhas, raiz e sementes maduras são utilizados na cura de diversas moléstias. Também usado na medicina homeopática.

PLANTA TÓXICA: O uso de dosagens erradas podem reações alérgicas, irritações, causar arritmia e até levar a uma parada cardíaca.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum e a ilustração fotografei na Grande Enciclopédia Larousse Cultural.

16 de jun. de 2012

CONFREI - ( Symphytum officinale )

Herbácea rizomatosa.
CONFREI - Symphytum officinale
 NOME CIENTÍFICO: Symphytum officinale.

NOME POPULAR: Confrei, consólida, consólida-maior, erva-do-cardeal, leite-vegetal-da-rússia, capim-roxo-da-rússia, orelha-de-asno, orelha-de-burro.

SINONÍMIA: Consolida majoris.

FAMÍLIA: Boraginaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

Nota: Apesar de perene, é feita a renovação da lavoura, geralmente no quarto ano, durante o inverno.

ORIGEM: Rússia.

PORTE: Chega atingir 90 cm de altura.

FOLHAS: De formato lanceolado ou oval, e superfície ligeiramente ondulada, coloração verde médio, despontam praticamente ao nível do solo com tamanhos maiores,  na parte superior o tamanho é menor. Estão cobertas de pelos que podem causar irrirtação quando tocadas.

CONFREI - Symphytum officinale - Detalhe da folha - página (face) superior
CONFREI - Symphytum officinale - Detalhe da folha - página (face) inferior
FLORES: São de coloração amarela, creme ou violáceas, reunidas em forma de ramalhetes.

Detalhe da Flor
FRUTOS: Composto de quatro aquênios.

TRONCO: Apesar de não aparentes são eretos e tem superfície áspera.

RAÍZES: De coloração escura e com sistema radicular vigoroso.

LUMINOSIDADE: Meia-sombra

ÁGUA: Prefere solo úmido, apesar de tolerar seca

CLIMA: Temperado.

PODA: Não necessária.

CULTIVO: Bastante rústica, de fácil cultivo, prefere solo solto, de textura areno-argiloso, rico em matéria orgânica. A colheita das folhas são feitas, de 2 em 2 meses a partir do 4º mês e os rizomas após 1 ano e meio, de preferência durante o inverno..

FERTILIZAÇÃO: Na preparação do local, incorpore bem no solo, com pelo menos 40 cm de profundidade, esterco de curral ou de aves, sempre bem curtidos, composto orgânico ou húmus de minhoca.

UTILIZAÇÃO: Principalmente como planta medicinal, mas também usada como ornamental.

PROPAGAÇÃO: Através da divisão de touceiras ou rizomas ( parte basal da planta que fica no solo)

PLANTA MEDICINAL: Rizoma, raiz e folhas adultas (as novas são tóxicas), são utilizadas no tratamento de vários problemas de saúde, devem ser usadas  apenas externamente. Suas propriedades medicinais são conhecidas desde a Grécia Antiga.

PLANTA TÓXICA:  O uso interno em dosagens erradas podem causar sérios problemas, podendo provocar intoxicação do fígado, irritações gástricas e câncer.



FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa / SP, para maiores informações clique na figura na margem direita do blog.
A foto da flor é da healthmad.com, será substituída quando fotografar uma planta florida.

15 de jun. de 2012

QUIPÁ - ( Tacinga inamoena )


Quipá -Tacinga inamoena

NOME CIENTÍFICO: Tacinga inamoena.

NOME POPULAR: Quipá, guibá, guipá, palmatória, palmatória-miúda.

SINONÍMIA: Opuntia inamoena, Platyopuntia inamoena.

FAMÍLIA: Cactaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Brasil - região árida da caatinga do nordeste do Brasil.

PORTE: Em torno de 15 cm de altura.

FOLHAS:De coloração verde-médio, são achatadas e arredondadas, como pode ser vista na foto abaixo.

Quipá -Tacinga inamoena

FLORES: De coloração alaranjada, bastante vistosa, despontam principalmente durante o inverno.

Detalhe da flor
TRONCO: Caule procumbente (rastejante).

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Regar 1 vez por semana, suporta solo mais seco.

Nota: Os cactos não gostam de solos que acumulem água, o que irá apodrecer suas raízes, regue logo pela manhã de forma que a planta absorva a quantidade de água que precisa e a restante possa evaporar.

CLIMA: Prefere clima quente e seco.

PODA: Não necessária.

CULTIVO: Aprecia solo arenoso. Se for plantar no jardim o local tem que ter ótima drenagem, de forma que não consiga reter água. Sugestão de mistura para vasos e troca de solo: 2 partes de areia grossa de construção, 1 parte de terra comum de jardim e 1 parte de terra vegetal.

FERTILIZAÇÃO: Aplique NPK, fórmula 14-14-08, sendo uma colher para vasos pequenos a 3 para vasos grandes,  sempre ao redor do caule, nunca junto a ele.

UTILIZAÇÃO: Fica maravilhoso em jardins rochosos, fazendo composição com outras suculentas.

PROPAGAÇÃO: Estacas caulinares.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa / SP, link do local na margem direita do blog.
A foto da flor é da cactus-art biz, que será substituída tão logo consiga fotografar.

14 de jun. de 2012

PAINEIRINHA-VERMELHA - ( Spirotheca passifloroides )

PAINEIRINHA-VERMELHA - (Spirotheca passifloroides)
NOME CIENTÍFICO: Spirotheca passifloroides.

NOME POPULAR: Paineirinha-vermelha ,mata-pau, mata-pau-de-espinho,.

FAMÍLIA: Bombacaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Brasil (Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina).

Nota: Encontrada em florestas ombrófilas (regiões de elevada pluviosidade) densas.

PORTE: Chega atingir 9 metros de altura.

FOLHAS: Folhas compostas por 6 a 7 folíolos, de coloração verde-escura, com nervura central bem definida.

PAINEIRINHA-VERMELHA - (Spirotheca passifloroides) - Detalhe das folhas

FLORES: Bastante vistosas, floresce durante o inverno, quando a árvore fica praticamente sem folhas.

Detalhe da florada
FRUTOS: São cápsulas deiscentes e contém muitas sementes, envolvidas por uma pluma de coloração bege-avermelhada. Frutifica na primavera.

Nota: Deiscentes (se abrem para liberar as sementes).

TRONCO: Liso, com até 30 cm de diâmetro, com ramos providos de espinhos.

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Aprecia solo úmido, regar de 2 a 3 vezes por semana.

CLIMA: Subtropical.

PODA: Não necessária, mas quando jovem pode ser realizada poda de formação, com a retirada de brotações laterais, até  a planta atingir 2 metros de altura, também ramos secos e mal formados devem ser cortados.

CULTIVO: Aprecia solo rico em matéria orgânica, até que ela se estabeleça no local definitivo, procure manter o solo sempre úmido, mas não encharcado.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio da muda para uma cova de 40 X 40 misture bem na terra retirada cerca de 20 a 30 litros de esterco de gado sempre bem curtido ou composto orgânico. Se for de frango, ou húmus de minhoca aplique cerca 7 litros.

UTILIZAÇÃO: Bastante ornamental, de florada espetacular, ainda é pouco explorada pelos paisagistas. Pode ser utilizada em parques e jardins.

Nota: Também é indicada para o reflorestamento e áreas degradadas.

PROPAGAÇÃO: Por sementes.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa / SP. O endereço está na margem direita do blog.
A foto da florada é de Maria (Flickr) que será substituída quando fotografar a árvore florida.

13 de jun. de 2012

FIGUEIRA-RASTEIRA - ( Ficus montana )


Figueira-rasteira - ( Ficus montana )

NOME CIENTÍFICO:  Ficus montana .

Nota: Existe cultivares desta espécie, com folhas de formatos e cores diferentes.

NOME POPULAR: Figueira-rasteira, Oakleaf Fig.

FAMÍLIA: Moraceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Insulíndia (Arquipélago Malaio).

PORTE: Planta rasteira que atinge cerca de 2 metros de comprimento.

FOLHAS: De coloração verde-escura brilhante , e verde-clara quando jovens, tem margens irregularmente lobadas e base arredondadas.

Figueira-rasteira - ( Ficus montana ) - Detalhe das folhas
Nota: O seu nome popular em inglês “Oakleaf Fig”, onde Oak=carvalho, leaf=folha, se refere ao formato de suas folhas, que são semelhantes ao do carvalho.

FLORES: Produz flores unissexuais, sem destaque ornamental.

FRUTOS: Aquênios (fruto seco, indeiscente, ou seja, que não abrem para liberar sementes), de coloração verde e amarelos quando maduros.

LUMINOSIDADE: Sombra ou meia-sombra.

ÁGUA: Aprecia solo úmido, regar de 2 a 3 vezes por semana.

CLIMA: Quente e úmido. Não tolera frio intenso.

PODA: Não necessária, mas  dependendo do local cultivado, folhas secas e ramos devem ser retirados com finalidade estética e contenção.

CULTIVO: De crescimento lento, aprecia solo rico em matéria orgânica.

UTILIZAÇÃO:  Fica maravilhoso quando utilizada como forração e também em ambientes internos em ambientes com bastante luz.

PROPAGAÇÃO:  Por estaquia.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa, o link do local, está aqui no blog no lado direito, é só clicar na figura.

12 de jun. de 2012

DORME-DORME - ( Neptunia plena )


Erva aquática flutuante.
DORME-DORME - ( Neptunia plena )
NOME CIENTÍFICO: Neptunia plena.

NOME POPULAR: Dorme-dorme, jurema-d’água.

Nota: A planta recebeu este nome popular, porque suas folhas durante a noite, quando tocadas, ou mesmo pelo movimento da água, se fecham.

FAMÍLIA: Fabaceae - Mimosaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Américas (Norte, Central e Sul).

PORTE: Em torno de 30 cm de altura.

FOLHAS: Compostas, bipinadas, dispostas em pares opostos.

DORME-DORME - ( Neptunia plena ) - Detalhe das folhas
 FLORES: De coloração amarela, despontam principalmente no verão.

DORME-DORME - ( Neptunia plena ) - Detalhe da flor
FRUTOS: Folículos (frutos que quando secos, se abrem numa só fenda).

TRONCO: Formada por densas hastes entrelaçada, que principalmente na época das chuvas se deslocam em partes, indo se acomodar em novos locais.

LUMINOSIDADE: Sol pleno, meia-sombra.

ÁGUA: Planta aquática.

CLIMA: Prefere clima quente e úmido.

PODA: Se desejar que ela não se alastre, deve ser cortada e descartada estas partes em local apropriado.

Nota: No caso de infestações e o desejo de efetuar a retirada total, o método mais adequado é a remoção de toda planta puxando manualmente para fora, esta operação deve ser repetida até que cesse a rebrota.

CULTIVO: Planta aquática bastante rústica, que pode ser cultivada em solos encharcados e superfícies de água. Prefere locais que tenham de 30 a 80 cm de profundidade.  É considerada uma erva daninha, que pode proliferar de forma vigorosa.

FERTILIZAÇÃO: Não recomendada, principalmente  se no local conter peixes.

UTILIZAÇÃO: Nas margens de cursos d’água, lagos, tanques.

PROPAGAÇÃO: Por sementes e divisão de planta.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa / SP. O endereço do local, com maiores informações estão na margem direita deste blog.

10 de jun. de 2012

PALMEIRA-SATRANA, LALA-PALM - ( Hyphaene coriacea )


LALA PALM - ( Hyphaene coriacea )
PALMEIRA-SATRANA - ( Hyphaene coriacea )

NOME CIENTÍFICO: Hyphaene coriacea.


Nota: Hyphaene, derivado do grego hifinein, significa para tecer, referente a utilização de suas  fibras para essa finalidade. Coriacea significa grossa, referente principalmente a suas folhas.

NOME POPULAR:  Palmeira-satrana, lala palm.


SINONÍMIA: Hyphaene baronii, Hyphaene hildebrandtii.


FAMÍLIA: Arecaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Sul da África.

PORTE: Até 6 metros de altura, mas em seu habitat natural atinge alturas maiores.

FOLHAS: Grandes, no formato de mãos, bastante robustas, grossas e atraentes, sua base é espinhosa, de coloração que varia de um verde azulado a verde-acinzentado, dispostas em espiral, chegam a medir 1,5 metros de diâmetro.

FLORES: Inflorescência, de coloração esbranquiçada,  surgem entre as folhas, ramificadas e pendentes, são dioicas (separadas macho e fêmea), a masculina é mais ramificada que a feminina. Florescem no verão.

FRUTOS: Antes de cair, ficam presos durante longo período na planta, tem formato de pera e coloração marrom, medem cerca de 6 cm e são comestíveis, muito apreciados pela fauna, como macacos, morcegos e elefantes, que ajudam na dispersão das sementes.

TRONCO:  Atingem em média 40 cm de diâmetro e são revestidos pela base das folhas que caem.
Caule PALMEIRA-SATRANA, LALA-PALM - ( Hyphaene coriacea )
PALMEIRA-SATRANA - ( Hyphaene coriacea ) - Detalhe do caule
Nota: Os caules ou troncos das palmeiras tem o nome especial de estipe ou estípite.

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Preferem solos úmidos, mas não encharcados, regar de 2 a 3 vezes por semana, com maior quantidade nos meses de temperatura mais quente e menos nos mais  frios.

CLIMA: Tropical, não tolera frio intenso.

PODA: Não necessária, mas se desejar podem ser retiradas folhas secas.

CULTIVO: De crescimento bastante lento, prospera na maioria dos tipos de solo, mas prefere solos arenosos rico em matéria orgânica. Os maiores cuidados são quando a planta ainda é jovem, depois de adulta eles podem  são dispensados.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio, misturar bem na terra retirada da cova, composto orgânico ou esterco animal muito bem curtido.

UTILIZAÇÃO: Fica espetacular em grandes jardins, pois apesar de ter crescimento lento, quando adulta irá precisar de no mínimo 3 metros de diâmetro de área. Na África, suas folhas, frutos e seiva são utilizados para diversas finalidades.

PROPAGAÇÃO: Por sementes, que demoram em germinar.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa / SP, onde ela pode ser apreciada bem de perto, assim como outras maravilhosas plantas. 

9 de jun. de 2012

TATARÉ, JACARÉ - ( Chloroleucon tortum (Mart.) Pittier )


Árvore nativa, espinhenta, de copa larga e bastante ramificada.
 TATARÉ - Chloroleucon tortum
NOME CIENTÍFICO: Chloroleucon tortum (Mart.) Pittier.

NOME POPULAR: Tataré, jacaré, jurema, angico-branco, vinhático-de-espinho.

SINONÍMIA: Pithecellobium tortum,  Cathormion tortun.

FAMÍLIA: Fabaceae – Mimosoideae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Brasil – Costa Atlântica.

PORTE: Chega atingir 12 metros de altura.

FOLHAS: Compostas, bipinadas, com 3 pares de pinas, cada uma com até 8 pares de folíolos oblongos.

 TATARÉ - Chloroleucon tortum - Detalhe das folhas bipinadas

FLORES: Floresce no verão, tem coloração branca-amarelada, tem formato de um pequeno pompom.

FRUTOS: A maturação ocorre no final do inverno / início da primavera, tem formato espiral e  produz  sementes com tamanho de 0,5 cm. É conhecida popularmente como "orelha de macaco".

 TATARÉ - Chloroleucon tortum - Detalhe do fruto ainda verde.
 TRONCO: De coloração branca-acinzentada, chega a medir cerca de 50 cm de diâmetro, tem casca fina, descamante e formato tortuoso.

 TATARÉ - Chloroleucon tortum - Detalhe do tronco com casca descamante
LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Regar de forma moderada 1 vez por semana.

CLIMA: Aprecia clima subtropical. Não tolera frio intenso.

PODA: Não necessária, mas pode ser realizada poda de formação, retirando ramos secos e mal formados e brotações laterais.

CULTIVO: Aprecia solo arenoso, com a presença de matéria orgânica. Só depois de adulta começa adquirir troncos tortuosos, o que demora mais de 5 anos.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio da muda, incorpore um pouco de esterco animal muito bem curtido ou composto orgânico.

UTILIZAÇÃO: Com seus galhos retorcidos e tronco descamante, conferem a esta árvore, um aspecto diferente, chamando atenção a todos que por ela passam, fica maravilhosa em grandes jardins.

Nota: O pintor e paisagista modernista Burle Marx, foi responsável pela colocação desta árvore nativa em nossos jardins.

PROPAGAÇÃO: Por sementes, a emergência ocorre em menos de 1 mês, mas é baixa.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa / SP.  O endereço do local está na margem direita deste blog.

VIDEO: Veja no site “Um pé de que?”, com Regina Casé:

8 de jun. de 2012

IPOMÉIA-ARBÓREA, ALGODÃO-BRAVO - ( Ipomoea carnea )


Arbusto de textura herbácea.

IPOMÉIA-ARBÓREA, ALGODÃO-BRAVO - (  Ipomoea carnea )
NOME CIENTÍFICO: Ipomoea carnea.

NOME POPULAR: Ipoméia-arbórea, algodão-bravo, algodoeiro-bravo, algodão-do-pântano, algodão-do-brejo, campainha-de-canudo, canudo-de-pito, canudo-de-lagoa, mata-cabra, mata-cobra, mata-pinto, capa-bode.

Nota: O nome popular “canudo” é porque seu caule é oco e usado para fazer tubos para cachimbos rústicos. “Algodão” porque suas  sementes  são algonosas e se dispersam com ação do vento. E o “mata” é por ser uma planta tóxica.

SINONÍMIA:  Ipomoea fistulosa, Ipomoea crassicaulis, Ipomoea gossypioides.

FAMÍLIA: Convolvulaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Brasil - Região Nordeste.

PORTE: Chega atingir mais de 2,5 metros de altura.

FOLHAS: Cordiformes, de coloração verde, com superfície pubescente (com pelos / aveludada).

IPOMÉIA-ARBÓREA, ALGODÃO-BRAVO - (  Ipomoea carnea ) - Detalhe da folha
FLORES: As inflorescências são constituídas de flores com formato de uma campânula, tem coloração branca, rósea ou violácea. Surgem praticamente durante o ano inteiro, mas com maior intensidade durante a primavera e verão. Atraem beija-flores, borboletas e abelhas.

IPOMÉIA-ARBÓREA, ALGODÃO-BRAVO - (  Ipomoea carnea ) - Detalhe da flor
TRONCO: Tem caule oco, com textura herbácea, é ereto e ramificado.

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Bastante rústica, apesar de gostar de solo ligeiramente úmido, tolera bem terrenos secos ou alagados. Regar de forma moderada uma vez por semana.

CLIMA: Prefere clima quente e seco. Não tolera frio intenso.

PODA: Aceita podas severas, o que estimulam novas brotações.

CULTIVO: Planta rústica em relação ao solo, apesar de apreciar o areno-argiloso. É resistente a ventos fortes.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio, incorpore bem ao solo, esterco de gado bem curtido ou composto orgânico.

UTILIZAÇÃO: Bastante ornamental, pode ser utilizada de forma isolada ou em grupos formando maciços e cerca-viva.

IPOMÉIA-ARBÓREA, ALGODÃO-BRAVO - (  Ipomoea carnea )


PROPAGAÇÃO: Por sementes, estacas e mergulhia, o que é feito com muita facilidade.

PLANTA MEDICINAL: É utilizada como laxante e erupção na pele de origem alérgica.

PLANTA TÓXICA: É venenosa, devendo ser evitada principalmente nas pastagens.

FOTOS DESTA POSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa / SP.

6 de jun. de 2012

GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )


Árvore praticamente extinta em seu habitat natural.

GUAPEBA - Chrysophyllum imperiale
NOME CIENTÍFICO: Chrysophyllum imperiale.

NOME POPULAR: Guapeba, guapeba-preta, marmeleiro-do-mato, árvore-do-imperador, Royal tree.

SINONÍMIA: Martiusella imperialis, Theophrasta imperialis, Planchonella imperialis, Chloroluma imperialis.

FAMÍLIA: Sapotaceae.

CICLO DE VIDA: Perene.

ORIGEM: Brasil - Mata Atlântica.

PORTE: Até 30 metros de altura.

FOLHAS: Simples, de coloração verde brilhante, grandes e com nervuras bem definidas.

GUAPEBA - Chrysophyllum imperiale - Detalhe da folha
 FLORES: As inflorescências contêm muitas flores de pequenas dimensões, bissexuais, de coloração branca-amarelada. A Floração ocorre no verão.

FRUTOS: De formato ovalado, coloração amarela, chegam a medir mais de 3 cm de comprimento,  suas sementes são duras, achatadas e de coloração marrom. A maturação ocorre no inverno.

TRONCO: Ereto, com casca de coloração marrom-acinzentado, textura fissurada. Produz madeira dura de excelente qualidade, muito utilizada na época do Império para construção de navios.

GUAPEBA - Chrysophyllum imperiale - Detalhe do tronco

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA:  Aprecia solo ligeiramente úmido, mas não encharcado, quando jovem regar de 2 a 3 vezes por semana com maior quantidade nas épocas mais quentes e menor nas mais frias. Depois de adulta somente em caso de estiagens muito prolongadas.

CLIMA: Sub tropical.

PODA: Não necessária. Fazer apenas podas de formação, retirando brotações laterais, galhos secos e mal formados.

CULTIVO: De crescimento lento, aprecia solo areno-argiloso com matéria orgânica.

FERTILIZAÇÃO: Por ocasião do plantio, misturar bem  ao solo retirado de uma cova de 40 X 40 cm, cerca de 10 colheres de sopa de NPK, fórmula 10-10-10.

UTILIZAÇÃO: Fica maravilhosa em grandes espaços, devido ser uma árvore de grande porte.

PROPAGAÇÃO: Por sementes. A emergência leve em torno de 2 meses e a taxa de germinação é relativamente baixa.

FOTOS DESTAPOSTAGEM: Fotografei no Jardim Botânico Plantarum, localizado em Nova Odessa / SP, onde o exemplar merece ser visto, por se tratar de uma planta rara e de grande beleza ornamental. 

  


EXPOFLORA 2011

No stand de Harri Lorenzi divulgando a abertura do Jardim Botânico Plantarum para o público em geral

GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
Harri Lorenzi
 Viveiro de Mudas Ciprest

Fotografei em Janeiro/2014 
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
 JOAQUIM MARTINI

Vejam as fotos do amigo e colaborador do blog Joaquim Martini, que está compartilhando com os leitores do blog sua experiência com esta planta.
As informações estão  nos comentários abaixo.
As folhas foram danificadas por uma chuva de granizo.

GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )
GUAPEBA - ( Chrysophyllum imperiale )